Ritmos Brasileiros no Metal

  • Por Dani Capra
  • 20 de junho de 2016

Hello bangers, óia eu aqui (risos)! Bem, sou a Dani Capra, amante de Metal, mãe de Miguel, moro em Londres mas minhas bandas preferidas estão no underground brasileiro, general manager e proprietária do Domínio do Metal, também atuo no setor de divulgação da Roadie Metal, e é lógico, agora escrevendo aqui \m/.

Recentemente eu conheci um grande guitarrista, que atua mais em workshops, Marcelo Rosa. Em uma de nossas conversas, fiquei sabendo que ele tem um projeto onde faz a junção de ritmos brasileiros e latinos com o Metal, eu também conheci Alexandre de Orio ex-guitar man da banda Claustofobia que chegou lançar um livro cheio de tablaturas e exemplos de ritmos brasileiros na guitarra Metal.

Alexandre de Orio

Tanto Alexandre de Orio como Marcelo Rosa tem influências da música popular brasileira, de artistas como Luiz Gonzaga e Toquinho.

Dani Capra: Eu acho muito interessante a fusão de Rock/ Metal com ritmos brasileiros, nos conte um pouco sobre o teu projeto. De onde veio a inspiração?

Marcelo Rosa: Desde criança tive acesso a estilos musicais distintos. Por influência do meu irmão mais velho ouvia discos de bandas como AC/DC, Led Zeppelin e Raul Seixas. Por outro lado tinha acesso aos discos da minha irmã, como por exemplo Antonio Vivaldi, Enya e Roxette. Este contato com estilos variados me influenciou a conhecer trabalhos musicais independente do estilo. Quando comecei a estudar guitarra, embora o Rock/Metal tenham sido estilos que prevaleceram nesta fase, eu também busquei estudar outros estilos musicais e foi neste período que eu tive um contato mais intenso com a música brasileira. Para mim é normal inciar o dia ouvindo Sepultura, seguido de Toquinho, Arch Enemy e Renato Borghetti. Logo esta fusão nas minhas composições acontecem de uma maneira muito natural.

DANI CAPRA: Eu não tive a oportunidade de ler o livro (confesso) mas eu pesquisei em vários sites e vi alguns vídeos, notei que mesmo com toda a diferença do samba com o metal, nos exemplos você junta os dois mas sem perderem o peso do metal. Como foi para que fosse possível esta mistura com toda esta qualidade e mantendo a identidade do metal?

Alexandre de Orio: Você foi direto ao ponto agora. É exatamente esta proposta. Não quero apenas colocar um batuque aqui ou ali e dizer que misturei as coisas e pronto. O que realmente estou fazendo é dar um tratamento especial no riff de guitarra voltada à questão rítmica, mas utilizando como background os ritmos brasileiros, que no caso este primeiro volume trabalho somente com o samba. Isto fica muito claro quando mostro no livro exemplos de riffs que foram criados sobre uma levada de samba, aí então gravo este riff tanto na levada de bateria de samba quanto numa levada de metal. Estes exemplos considero a melhor parte do livro, que é onde mostra exatamente o que você comentou na pergunta. Se eu não falasse de um onde tinha surgido tal riff ou tal idéia, ninguém saberia que teria surgido de uma levada de samba.

Alexandre de Orio saiu do Claustrofobia para se dedicar ao Kroma, quarteto de guitarras e seus projetos.
Marcelo Rosa faz tour apresentando seu workshop pelo Brasil e pelo mundo.

Marcelo Rosa 2 Alexandre de Orio 2

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