Por Trás do Som! Os Equipamentos e a Gravação

Olá galera! Meu nome é Lucas Costa e estou chegando agora para me unir aos colaboradores do Rock Blast. Sou psicólogo e guitarrista da banda de rock nacional SURR http://www.surr.band. Como acabamos de sair de uma gravação achei que seria um bom ponto de partida conversar um pouco sobre algo que todos nós adoramos, os equipamentos. O trabalho completo irá resultar em um projeto de 12 faixas ainda por vir, mas isso deixamos para conversar em outro momento. Durante a gravação do primeiro EP “Prólogo”, que abre nossa série de EPs de 4 faixas, nessa primeira etapa gravamos 4 músicas junto aos amigos do Estúdio FlapC4 http://www.flapc4.com/.

Equipamentos Usados na Gravação

Lá no estúdio tivemos acesso a diversos equipamentos e coisas divertidas que deram um brilho especial para nosso som. Nesse momento gostaria de falar pra vocês o que eu usei nas gravações das guitarras deste projeto. Foram utilizadas duas guitarras e dois cabeçotes para atingir um timbre interessante para cada música, em  “A Queda” e “O Grito” eu procurei um timbre mais Rock and Roll, Blues ou algo que corresse mais nessa praia, pra isso usei uma Fender Stratocaster com captadores Fender single coil. Essa belezinha cantou praticamente sozinha com a ajuda de um Soldano valvulado que já tem um belíssimo som.

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Para ajustar o timbre e trazer aquela Atitude Blues, como diria meu grande amigo Mauro Hector, usei um ts-808. Aquele famoso pedal Tube Screamer da Ibanez, com ele não tem erro! Para algumas passagens vocês podem ter percebido um MXR Chorus Zakk Wylde e um MXR Phase 90 Van Halen. Pra dar aquele “txubirubi” especial. Nessas duas faixas o objetivo sonoro era diferente do que buscamos nas outras duas, como vocês poderão perceber.

2As duas outras faixas “Mundo” e “Estado Nacional” já flertam com uma área mais pesada do nosso som.  Aqui o peso era o que interessava, sem perder nossa essência mais tradicional. Foram usadas duas guitarras sobrepostas, para quem não sabe isso é o que chamamos de “dobra”, uma Epiphone Les Paul Custom e uma Gibson Voodoo Flying V. Ambas foram gravadas em um maravilhoso Mesa Boogie Triple Rectifier, quem conhece sabe o que é, já temos peso por natureza com ele.

Para “Mundo” usei um RAT aquela famosa distorção dos anos 80 e uma distorção que eu pessoalmente gosto muito e uso bastante em shows que é a RIOT da Suhr. Foi feito isso apenas para somar timbres diferentes e buscar uma sonoridade mais pessoal pro som, lá também temos  nos refrões meu querido Crybaby from hell (RIP DIME) pedal de wah wah que dispensa comentários. Em “Estado Nacional” temos dois timbres bem distintos, mesmo set de guitarras e amplificador que foi usado em “Mundo”  mas dessa vez temos um Big Muff Fuzz ligado no talo para os versos e nos refrões temos uma quebra para um timbre mais “light” com um RAT e o MXR Chorus do Zakk Wylde. Assim conseguimos brincar bem com as sonoridades e buscar algo que trouxesse essa diferença dentro da mesma faixa.

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Foi uma experiência muito legal de poder brincar, escutar, aprender e evoluir nessa gravação. Principalmente por poder ficar perto de pessoas muito mais experientes que eu e aprender as diferenças de fazer seu som e gravá-lo. Sim! Existem várias! Agradeço desde já a todos que participaram direta e indiretamente de qualquer etapa dessa construção e em especial ao Mauro Hector que sempre está ao meu lado em toda e qualquer coisa que eu faça relacionada a som e principalmente ao instrumento pelo qual dividimos nosso interesse, que é a guitarra! Não conhece o trabalho desse mestre? Confere lá http://www.maurohector.com.br

E vocês, que equipamentos usam no seu som? Contem pra gente e vamos dividir essa experiência! POWER!

Abraço e bom som!

 

 

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