Entrevista com Lauri Ylönen da The Rasmus

A Primeira entrevista do Rock Blast.

O projeto do Rock Blast nasceu em 2016, bem no começo, em janeiro, mais especificamente. Éramos só 3 entusiastas com um projeto na cabeça, muita vontade de fazer acontecer e zero recursos pra isso, tínhamos que cuidar de tudo sozinhos. O projeto ainda estava bem pequeno, com muita coisa pra resolver, e apesar de todas as ideias para produção de conteúdo, ainda não havíamos produzido nada.

De repente apareceu uma oportunidade que eu achei que não podíamos deixar passar, a de fazer a nossa primeira entrevista internacional (e no caso, nossa primeira entrevista pelo Rock Blast). O Costábile Salzano, pela ULTIMATE MUSIC , abriu a oportunidade para quem quisesse entrevistar a banda The Rasmus, seria só enviar os dados e aguardar.

Pensei… Por quê não?

Enviei, e o Costábile, extremamente gentil, marcou dia e horário conosco. No dia 26/09/2017 então, há mais de um ano, gravei minha primeira entrevista na vida. Quero frisar bem isso:

PRIMEIRA NA VIDA.

Quem me conhece sabe que sou a pessoa mais introvertida do mundo, envergonhada, insegura e quando falo ninguém escuta (como diz minha mãe, falo “pra dentro”). Mas entre nós três, eu era a única que falava inglês, e quis me forçar a fazer algo fora da minha zona de conforto.

Mesmo com a entrevista revisada, editada, legendada e pronta para postar, não tínhamos o site funcionando corretamente, além de algumas pausas no projeto pelo caminho, ela acabou parada num canto. Achei que agora era a hora de tirar a poeira e postar.

Show de 2006

Eu com a banda.

Eu, em 2006, tirando fotos com eles.

Eu já tinha ido a um show deles em 2006, quando uma amiga da irmã de um amigo do meu ex (hahaha, pois é) nos colocou no backstage depois do show.

Pedimos fotos, autógrafos e pudemos falar com eles. Meu inglês na época era o básico do básico e não rendeu muito, perguntei bobagens, provavelmente muito mal perguntado.

Consegui só dar parabéns, perguntar se estavam muito cansados e se tinham conhecido São Paulo (já tinha visto a matéria deles na MTV comendo feijoada).

Acho que minha vontade de saber falar inglês fluentemente cresceu aí, pro caso de situações como essa não me pegarem desprevenida nunca mais. Quem diria que 11 anos depois eu estaria entrevistando eles!

A Entrevista.

Tínhamos 15 minutos para entrar, preparar o equipamento, fazer a entrevista e sair, tudo muito rápido.

Enquanto os meninos, Andrey e Gustavo, faziam essa mágica, eu tive tempo de conversar com ele sobre a Califórnia, onde ele mora agora e onde eu morei por 2 anos, e sobre como eu já havia conversado com ele em 2006 (obviamente ele não lembrava). Falei também sobre o nosso projeto, o que pretendemos com o Rock Blast e como, apesar de eles estarem aqui para divulgar álbum e turnê novos, eu queria direcionar mais as perguntas ao nosso projeto.

Ele foi extremamente atencioso conosco, desejou toda a sorte do mundo ao nosso projeto e concordou em falar sobre o que eu quisesse, era só perguntar. Eu quis focar então nas dificuldades de começar a banda, de ter locais pra tocar, recepção do público, etc. E, claro, tentar comparar a realidade deles na Finlândia à nossa realidade.  E, como esperado, não podia ser mais oposta à nossa se tentasse.

As Diferenças

Ele começa contando como o estímulo à música começa na escola, onde todos têm acesso a todos os instrumentos e ao espaço para ensaiar de graça. Disse que os pais têm uma participação importante nesse estímulo, e como daí pra frente é um crescimento natural.

Ele falou um pouquinho sobre a cena da Finlândia, sobre como na Europa em geral todas as bandas estão em turnê o tempo todo, e o cenário está sempre crescendo, assim como o público nos shows e festivais.

Inclusive falou também sobre escutar coisas novas, sobre bandas ajudarem umas às outras e no final, um pouco sobre o novo álbum, Dark Matters. O clipe lançado neste dia, que ele mencionou, era o da música WONDERMAN .

Claro, a turnê que ele menciona já aconteceu, tocaram aqui em São Paulo dia 11 de Novembro. Mas o conteúdo da entrevista foi tão interessante que eu não podia desperdiçar.

Aqui está o vídeo da entrevista, que você também encontra no nosso Canal no Youtube .

Aproveitem e se inscrevam, sejam os primeiros, quando passar do primeiro milhão vão poder dizer:

“Quando cheguei aqui era tudo mato!”

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