E o Rock Nacional Afinal?

  • Por Welton De Oliveira
  • 25 de maio de 2016

Olá rockers tupiniquins! Me chamo Welton De Oliveira,  sou radialista de formação,  escritor por contribuição,  comerciante por loucura mesmo kkk, mas sobretudo um Paixonado de uma princesa, e um roqueiro que canta e compõe, e um admirador eclético dessa arte divina chamada Rock n’ roll. Venho da injustiçada Guarulhos fortalecer a música que mais influencia a desumana humanidade.

Nessa primeira colaboração, procuro pela resposta à pergunta do título do artigo (já faz um tempo). Afinal, na era em que tudo se expõe e o acesso a música é infinitamente mais fácil do que há 15 anos atrás, por que as novas vozes do rock brazuca se empenham tanto em cantar só que é o dos outros?

Eu não tenho nada contra o cover, acredito que cada um faz o que bem quiser da arte que aprecia e pratica, mas passar horas em um bar cantando o mesmo set-list e depois receber um cachê de troco de pão, me parece muito deprimente, porque as casas que supostamente pagam melhor, fecham com a mesma banda em noites diferentes, e a banda ou artista novo vai pegar uma noite qualquer a troco de cerveja e porção.

Mas há gente que vibra com isso, pois o cover cria reféns, vicia, acomoda e mina a criatividade, o músico passa ver só a nota de 50 quando tem, ou os poucos aplausos que recebe ao fim das canções.

Nosso país tem assuntos e merece o rock cantando sobre eles, a vida merece o rock nacional cantando sobre ela, os amores, a irreverência, mas onde estão os que tinham a tal atitude Rock n’ Roll? Estão nos escritórios, estão nas fábricas, mas os que vivem de música um dia também não estiveram?

As bandas que chegam em algum lugar não estendem a mão, isso é fato, então nem vou falar delas, mas podemos fazer diferente hoje. Eu ouço diversos argumentos, para não se fazer rock nesse país, o principal é sobre o valor que dão ao estilo, por outro lado, existe um público mais preconceituoso que os roqueiros?

Bom, se pensarmos bem, antes de fazer sucesso, os outros artistas correram atrás, não ficam justificando e se vendendo em botecos. Isso me leva a duas direções. Primeiro que o roqueiro brasileiro é o primeiro a desacreditar no estilo, e o segundo e mais importante é que existe uma multidão a fim de música nova, então você que acredita, que corre atrás, identifique seu público, use os meios, use as mídias e sobretudo trabalhe, pois o maior cachê que você pode receber é valorizar sua música e seu trabalho.

O rock nacional está vivo e sempre estará! 

Anterior «
Próximo »

Radialista, cantor, compositor, roteirista, escritor e comerciante.

Deixe seu comentário

Papo Rock! – Mais Recentes

Arquivos